Procedimento
Cirurgia de Refluxo (DRGE): Volte a Comer Sem Dor e Durma com Tranquilidade
Livre-se da dependência de omeprazol. Tratamento definitivo para refluxo com técnica minimamente invasiva.
Agendar ConsultaA cirurgia antirrefluxo (fundoplicatura) é o tratamento definitivo para a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) quando medicamentos não controlam os sintomas ou o paciente deseja parar o uso crônico de inibidores de bomba de prótons como o omeprazol.
Conteúdo revisado por Dr. José Américo Gomides de Sousa · CRM-MG 56433 | Cirurgia Bariátrica — RQE 60608 | Última atualização: Março 2026
Entenda o procedimento
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago não funciona adequadamente, permitindo que o conteúdo ácido do estômago retorne para o esôfago. Isso causa sintomas como queimação (pirose), regurgitação, tosse crônica, rouquidão e dificuldade para dormir.
A fundoplicatura é a cirurgia antirrefluxo padrão-ouro. Consiste em envolver a parte superior do estômago (fundo gástrico) ao redor do esôfago distal, reconstruindo a válvula antirrefluxo e restaurando a barreira mecânica contra o retorno do ácido. Estudos de longo prazo demonstram que 61% a 82% dos pacientes conseguem descontinuar completamente o uso de inibidores de bomba de prótons após a fundoplicatura (Wileman et al., Cochrane Database of Systematic Reviews, 2010; PMID 22968006). Em pacientes com esôfago de Barrett, a cirurgia antirrefluxo também demonstra redução do risco de progressão para adenocarcinoma esofágico (Schlottmann et al., Journal of Gastrointestinal Surgery, 2022; PMID 35641160). Quando há hérnia de hiato associada, esta é corrigida no mesmo tempo cirúrgico.
Para quem é indicado
A cirurgia antirrefluxo é indicada para pacientes que apresentam:
- DRGE confirmada por exames (endoscopia, pHmetria, manometria) com sintomas refratários ao tratamento medicamentoso
- Necessidade de uso contínuo de inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol) por período prolongado
- Hérnia de hiato volumosa associada a refluxo
- Sintomas atípicos de refluxo como tosse crônica, laringite de repetição, asma de difícil controle ou erosão dentária
- Complicações do refluxo como esofagite erosiva, estenose péptica ou esôfago de Barrett
- Pacientes jovens com DRGE documentada que preferem tratamento definitivo à dependência medicamentosa vitalícia
Como é realizado
A fundoplicatura é realizada por via laparoscópica ou robótica, sob anestesia geral. São feitas 4 a 5 pequenas incisões (5 a 12 mm) no abdômen superior para a inserção dos instrumentos.
A técnica mais utilizada é a fundoplicatura de Nissen (360 graus), em que o fundo gástrico é mobilizado e envolvido completamente ao redor do esôfago distal. Em casos selecionados, pode ser realizada a fundoplicatura parcial (Toupet — 270 graus), que oferece menor risco de disfagia pós-operatória.
Quando há hérnia de hiato, o defeito diafragmático é reparado com suturas, e tela de reforço pode ser utilizada em defeitos maiores. O procedimento dura em média 60 minutos, com internação de 12 a 24 horas.
Recuperação
A alimentação pós-operatória segue uma progressão gradual: líquidos claros nos primeiros dias, dieta pastosa por 2 a 3 semanas e retorno gradual aos alimentos sólidos. Essa progressão é importante para permitir a adequada cicatrização da fundoplicatura.
A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em 7 a 10 dias. Atividades físicas são reintroduzidas gradualmente após 3 a 4 semanas. A suspensão do omeprazol geralmente é possível já no pós-operatório imediato, sob orientação médica.
Uma sensação de dificuldade para engolir (disfagia leve) pode ocorrer nas primeiras semanas e tende a resolver espontaneamente. O acompanhamento pós-operatório inclui consulta de retorno e, em alguns casos, endoscopia de controle para avaliar o resultado anatômico da cirurgia.
Perguntas Frequentes
Pare de conviver com a queimação
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